O que é o Armysctv?

O que é o Armysctv?
“Se procuras algo polido, corporativo ou percursos traçados à régua, estás no sítio errado. Eu sou o Mathias. Bem-vindo ao meu mundo.”

« Tudo o que temos hoje foi conquistado com o suor do nosso rosto. Não nascemos em berço de ouro, não somos filhos de ricos nem estamos cheios de dinheiro. Nós somos genuínos. Vivemos para a arte, criamos por paixão e não nos vendemos por vulgares notas.»

Eis a história da criação da armysctv.com, um percurso que não foi construído em escritórios almofadados, mas no asfalto, por instinto e sem compromissos.

A origem: do frio norueguês ao betão parisiense

Tudo começou no frio, na Noruega. Comecei como simples designer gráfico numa agência de publicidade local. Perceberam rapidamente que eu não me limitava a alinhar píxeis: tinha uma visão muito própria. Foi isso que me catapultou para assistente do diretor artístico. Ganhei experiência, percebi como chamar a atenção, mas precisava de um terreno de jogo maior.

Rumo a França, rumo a Paris. Mergulhei de cabeça, trabalhando para gigantes da publicidade. Hintzy Heimann, TBWA, Question d'édition... Comi identidade visual e briefings de agência às colheradas. Aprendi os códigos e a mecânica interna do sistema, para mais tarde saber melhor como me libertar deles.

Essência e asfalto: a era da imprensa de motos

A verdadeira mudança aconteceu quando levei as minhas competências para onde cheira a borracha e a óleo de motor. Entrei para as Éditions Terre-Mars. Acabou o verniz parisiense, entrou em cena a cultura das duas rodas. Tornei-me diretor artístico de revistas que marcaram toda uma geração: Scoot'n scoot, Mob et cyclo magazine e Moto News.

Imprimia o meu estilo, página após página. Entretanto, confiaram-me a criação integral das identidades visuais da Desmo magazine, da 125 magazine e da Box'r Mag.

As marcas começaram a perceber a identidade que eu estava a desenvolver. A Derbi France confiou em mim durante vários anos para gerir a sua identidade visual e criar uma série de campanhas publicitárias. Mais tarde, criei também a revista 50 rider de raiz para uma editora. Mas ficar preso às regras da edição clássica não é a minha cena.

O exílio espanhol: a rua assume o controlo

Pus-me a caminho de Espanha. Uma mudança radical de cenário e, acima de tudo, um clique. Foi lá que criei graficamente a SCTV Magazine. Pela primeira vez, tinha liberdade total. Não havia fatos e gravatas para validar as minhas maquetes, nem censura. Lancei o meu estilo “street” cru, sem filtros.

Depois, também pus as mãos na massa para participar no projeto SCTV shop, mas precisava de levar a independência ainda mais longe.

Armybysctv: fora do sistema

Foi assim que nasceu a minha própria marca: Armybysctv. Uma marca totalmente independente, sem restrições, onde me recuso a respeitar as regras para criar as minhas próprias. E que fique claro: Army não é militar. Não é o exército, é a rua, é uma matilha, uma atitude.

A melhor prova desta liberdade? Criei o meu próprio silenciador sob a marca Army, o famoso Tanked. Reinventei completamente o cartucho de escape: peças maquinadas por CNC, cores de anéis intercambiáveis... Era algo nunca visto no meio, um verdadeiro murro visual e técnico que me valeu um artigo de fundo no site Scooter System.

2017 e hoje: a aventura a solo e a equipa

Quando tens uma visão demasiado vincada, acabas inevitavelmente por perceber que quem te rodeia não olha na mesma direção. Em 2017, cortei relações. Segui o meu caminho a solo porque os outros não partilhavam a minha visão e lancei o meu próprio site.

Mas a rua também se percorre em grupo. Se naquela altura segui o meu caminho sozinho, hoje a máquina está mais forte. Atualmente, somos uma equipa de 5 pessoas: 3 designers gráficos, 1 programador full stack e 2 pessoas que trabalham arduamente na produção e no fabrico dos kits de decoração (sim, alguns de nós acumulam funções para que as contas batam certo e tudo continue a funcionar).

armysctv.com é o condensado de todos estes anos de design, motas, desabafos e liberdade total. Já não seguimos tendências: criamos aquilo que queremos ver no asfalto.